Enquanto isso em UruaçuEnquanto isso em UruaçuEnquanto isso em Uruaçu
  • Home
  • Brasil
    BrasilMostre mais
    inscricoes-para-disputar-conselho-de-politica-cultural-vao-ate-dia-22
    Inscrições para disputar Conselho de Política Cultural vão até dia 22
    4 de setembro de 2026
    pf-afirma-que-castro-recebeu-adega,-mansao-e-caviar-para-ajudar-refit
    PF afirma que Castro recebeu adega, mansão e caviar para ajudar Refit
    4 de setembro de 2026
    sp:-laudo-descarta-suicidio-e-diz-que-policial-gisele-foi-assassinada
    SP: laudo descarta suicídio e diz que policial Gisele foi assassinada
    4 de setembro de 2026
    fachin-da-5-dias-para-mendonca-e-gonet-responderem-acusacao-de-moraes
    Fachin dá 5 dias para Mendonça e Gonet responderem acusação de Moraes
    4 de setembro de 2026
    fazenda-autoriza-credito-de-us$-1-bilhao-do-bid-para-eco-invest-brasil
    Fazenda autoriza crédito de US$ 1 bilhão do BID para Eco Invest Brasil
    4 de setembro de 2026
  • Internacionais
    InternacionaisMostre mais
    eua-atacam-ira,-que-revida-contra-bases-estadunidenses
    EUA atacam Irã, que revida contra bases estadunidenses
    2 de setembro de 2026
    empresa-ligada-ao-pentagono-controlara-21%-do-petroleo-da-venezuela
    Empresa ligada ao Pentágono controlará 21% do petróleo da Venezuela
    2 de setembro de 2026
    brasil-aponta-tratamento-discriminatorio-em-tarifas-dos-estados-unidos
    Brasil aponta tratamento discriminatório em tarifas dos Estados Unidos
    1 de setembro de 2026
    presidente-da-venezuela-confirma-acordo-petrolifero-com-estados-unidos
    Presidente da Venezuela confirma acordo petrolífero com Estados Unidos
    30 de agosto de 2026
    cop17-caminha-para-novo-adiamento-de-acordo-de-combate-as-secas
    COP17 caminha para novo adiamento de acordo de combate às secas
    27 de agosto de 2026
  • Região
    RegiãoMostre mais
    trens-e-metro-terao-operacao-especial-durante-o-rock-in-rio
    Trens e metrô terão operação especial durante o Rock in Rio
    4 de setembro de 2026
    bancos-nao-terao-atendimento-presencial-no-feriado-da-independencia
    Bancos não terão atendimento presencial no feriado da Independência
    4 de setembro de 2026
    estado-e-governo-federal-se-unem-para-retomar-territorios-no-rio
    Estado e governo federal se unem para retomar territórios no Rio
    4 de setembro de 2026
    mega-sena-acumula-para-r$-48-milhoes;-confira-os-numeros-sorteados
    Mega-Sena acumula para R$ 48 milhões; confira os números sorteados
    4 de setembro de 2026
    fila-de-espera-por-atendimento-do-inss-e-zerada-em-agosto
    Fila de espera por atendimento do INSS é zerada em agosto
    4 de setembro de 2026
  • Esportes
    EsportesMostre mais
    dupla-de-luisa-stefani-vence-estreia-e-avanca-a-2a-rodada-do-us-open
    Dupla de Luisa Stefani vence estreia e avança à 2ª rodada do US Open
    4 de setembro de 2026
    fifa-abre-inscricoes-para-voluntarios-na-copa-do-mundo-feminina-2027
    Fifa abre inscrições para voluntários na Copa do Mundo Feminina 2027
    4 de setembro de 2026
    vasco-e-palmeiras-avancam-e-se-enfrentam-na-semi-da-copa-do-brasil
    Vasco e Palmeiras avançam e se enfrentam na semi da Copa do Brasil
    3 de setembro de 2026
    cbf-anuncia-amistosos-da-selecao-brasileira-contra-japao-e-singapura
    CBF anuncia amistosos da seleção brasileira contra Japão e Singapura
    3 de setembro de 2026
    flamengo-vence-e-fica-a-um-ponto-do-palmeiras,-lider-do-brasileirao
    Flamengo vence e fica a um ponto do Palmeiras, líder do Brasileirão
    3 de setembro de 2026
  • Politica
    PoliticaMostre mais
    veja-como-foi-a-quarta-feira-(2)-dos-candidatos-a-presidente
    Veja como foi a quarta-feira (2) dos candidatos a presidente
    3 de setembro de 2026
    senado:-oposicao-obstrui-e-fim-da-escala-6×1-nao-vai-a-plenario
    Senado: oposição obstrui e fim da escala 6×1 não vai a plenário
    3 de setembro de 2026
    ccj-do-senado-aprova-texto-base-da-pec-da-seguranca-publica
    CCJ do Senado aprova texto-base da PEC da Segurança Pública
    3 de setembro de 2026
    escala-6×1:-67%-apontam-que-jornada-piora-saude-mental,-diz-pesquisa
    Escala 6×1: 67% apontam que jornada piora saúde mental, diz pesquisa
    3 de setembro de 2026
    rodrigo-pacheco,-ex-presidente-do-senado,-sera-ministro-do-tcu
    Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado, será ministro do TCU
    3 de setembro de 2026
  • Economia
    EconomiaMostre mais
    brasil-tem-2-milhoes-de-pessoas-que-trabalham-por-meio-de-aplicativos
    Brasil tem 2 milhões de pessoas que trabalham por meio de aplicativos
    4 de setembro de 2026
    caixa-passa-a-oferecer-modalidade-de-pix-parcelado
    Caixa passa a oferecer modalidade de Pix parcelado
    4 de setembro de 2026
    bc-proibe-publicidade-em-comprovantes-do-pix-a-partir-de-marco-de-2027
    BC proíbe publicidade em comprovantes do Pix a partir de março de 2027
    4 de setembro de 2026
    ue-suspende-carnes-do-brasil;-entenda-impacto-e-proximos-passos
    UE suspende carnes do Brasil; entenda impacto e próximos passos
    4 de setembro de 2026
    bolsa-dispara-3%-e-atinge-o-maior-nivel-desde-maio
    Bolsa dispara 3% e atinge o maior nível desde maio
    3 de setembro de 2026
  • Educação
    EducaçãoMostre mais
    professores-tem-8-mil-vagas-gratuitas-para-pos-graduacao
    Professores têm 8 mil vagas gratuitas para pós-graduação
    4 de setembro de 2026
    sao-paulo-reune-especialistas-em-saude-mental-e-trabalho
    São Paulo reúne especialistas em saúde mental e trabalho
    4 de setembro de 2026
    inep-divulga-gabarito-oficial-do-encceja-2026;-saiba-como-conferir
    Inep divulga gabarito oficial do Encceja 2026; saiba como conferir
    4 de setembro de 2026
    enem-ppl-abre-inscricoes-em-5-de-outubro
    Enem PPL abre inscrições em 5 de outubro
    4 de setembro de 2026
    censo-escolar-2026:-dados-da-1a-etapa-podem-ser-conferidos-ate-dia-11
    Censo Escolar 2026: dados da 1ª etapa podem ser conferidos até dia 11
    3 de setembro de 2026
  • Policia
    PoliciaMostre mais
    dinheiro-de-bets-ilegais-pode-ir-para-o-fundo-de-seguranca-publica
    Dinheiro de bets ilegais pode ir para o Fundo de Segurança Pública
    3 de setembro de 2026
    operacao-em-ferros-velhos-quer-reduzir-furto-de-fios-de-cobre-no-rio
    Operação em ferros-velhos quer reduzir furto de fios de cobre no Rio
    3 de setembro de 2026
    pf-prende-44-pessoas-por-abuso-sexual-de-criancas-e-adolescentes
    PF prende 44 pessoas por abuso sexual de crianças e adolescentes
    3 de setembro de 2026
    policiais-sao-capacitados-para-combater-violencia-contra-a-mulher
    Policiais são capacitados para combater violência contra a mulher
    2 de setembro de 2026
    jogadores-de-futebol-sao-suspeitos-de-ligacao-com-trafico-de-drogas
    Jogadores de futebol são suspeitos de ligação com tráfico de drogas
    31 de agosto de 2026
Buscar
Leitura: “Estudante deve errar, idealizar e construir”, diz professora premiada
Compartilhar
Redimensionador de fonteaa
Enquanto isso em UruaçuEnquanto isso em Uruaçu
Redimensionador de fonteaa
  • Brasil
  • Politica
  • Economia
  • Região
  • Saúde
  • Esportes
  • Internacionais
Buscar
  • Brasil
  • Politica
  • Economia
  • Região
  • Saúde
  • Esportes
  • Internacionais
Siga-nos
  • Advertise
@Enquanto isso EM Uruaçu2026 Todos os Direitos Reservados
Enquanto isso em Uruaçu > Blog > Educação > “Estudante deve errar, idealizar e construir”, diz professora premiada
Educação

“Estudante deve errar, idealizar e construir”, diz professora premiada

Ultima atualização: 15 de junho de 2026 09:00
Por Camila Boehm - Reporter da Agencia Brasil
Compartilhar
15 leitura mínima
“estudante-deve-errar,-idealizar-e-construir”,-diz-professora-premiada
“Estudante deve errar, idealizar e construir”, diz professora premiada
  • Facebook
  • Twitter
  • Pinterest
  • LinkedIn
  • WhatsApp

Professora em uma escola pública municipal paulistana, Débora Garofalo começou, em 2015, um projeto de robótica com sucata para alunos do ensino fundamental. O trabalho rendeu diversos prêmios e deixou a profissional entre os dez melhores colocados do Global Teacher Prize, considerado o Nobel da educação, em 2019. Ela foi a primeira brasileira e primeira sul-americana a ser finalista na premiação.

Dez anos depois do início do projeto, Débora foi reconhecida como a professora mais influente do mundo, em nova categoria da premiação. Convidada para a edição 2026, realizada em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, a educadora recebeu o prêmio Global Teacher Influencer of the Year, um reconhecimento por sua trajetória docente que extrapola o cotidiano escolar. Na última quinta-feira (11), a professora voltou a ser homenageada, com o Prêmio Faz Diferença 2025, na categoria Educação, em cerimônia na Casa Firjan, no Rio de Janeiro. 

Além dos resultados como redução da evasão escolar e do trabalho infantil na escola, localizada na periferia da zona sul de São Paulo, o projeto de ensino de robótica com sucata ganhou escala e se tornou política pública estadual, sob orientação de Débora.

Em entrevista à Agência Brasil, Débora Garofalo contou sobre a origem do projeto, os obstáculos e as conquistas decorrentes desse trabalho. Ela compartilhou também sua visão sobre o uso de tecnologia no processo de aprendizagem de crianças e jovens, e como isso não depende necessariamente de telas.

Veja os principais trechos da entrevista.

Agência Brasil: Como você começou o projeto de robótica na escola pública em que trabalhava?

Débora Garofalo: O projeto de robótica com sucata nasceu no ano de 2015, na EMEF [Escola Municipal de Ensino Fundamental] Almirante Ary Parreiras, que é uma escola concentrada entre quatro grandes favelas da cidade de São Paulo, com alto índice de violência, alto índice de tráfico de drogas. Ali, também enxerguei a oportunidade de sair da minha zona de conforto, como uma professora de língua portuguesa, para me candidatar a uma vaga de tecnologia e inovação que tinha surgido.

Eu fui com esse olhar, de ressignificar aquele território educativo, trabalhando com programação e robótica. A partir disso, fiz uma avaliação com a escola inteira e me surpreendi, porque 70% dos estudantes relataram que o lixo era um problema na vida deles, que impedia essas crianças de chegar à escola e trazia doenças como dengue e leptospirose. Diante daquele cenário, eu falei: “Bom, eu só tenho dois caminhos. Ou vou me lamentar ou eu vou pegar esse lixo como objeto de conhecimento. Eu preferi a segunda opção, mesmo sabendo que ia dar muito trabalho.

O primeiro protótipo que nós fizemos virou uma febre na escola. Era um carrinho [feito] com o lixo que a gente retirou da rua, utilizando uma bexiga e a lei da física, a Terceira Lei de Newton. No dia seguinte, uma colega bateu assim no meu ombro e falou: “Débora, eu não sei o que você fez com as crianças ontem, mas ali fora tem um monte de criança com tampinha, com rolinho, com bexiga, falando que quer ter aula com a professora de robótica”. Eu soube que tinha encontrado um caminho, só precisava ser lapidado.

Dia da Mulher,Débora Garofalo/ Arquivo Pessoal

Professora Débora Garofalo / Arquivo Pessoal

Agência Brasil: Como vocês alcançaram o envolvimento dos responsáveis e da comunidade?

Débora Garofalo: A gente fazia uma feira de tecnologias, que era uma forma de integrar a comunidade. Nossa última feira, que foi em 2019, tinha mais de 500 pessoas. Para as crianças, foi o máximo. Tinha desde pipoqueira feita com latinha a protótipos incríveis, como filtro de água e sensor para avisar aos moradores que o córrego ia transbordar. Foram coisas fantásticas. Então, as crianças começaram a criar uma cultura diferenciada.

Em três anos e meio de trabalho, a gente saltou no Ideb da escola, nos anos finais, de 4,2 para 5,2, que era a média do país na época. Nós retiramos mais de uma tonelada de lixo das ruas e transformamos em diferentes protótipos. Reduzimos a evasão escolar em 93%, olhando para as crianças com potencial de risco e trazendo para a escola, para que elas ficassem comigo o dia inteiro, ajudando as outras crianças a desenvolverem seus projetos. E, para isso, elas recebiam alimentação e um certificado de voluntariado. 

Nós reduzimos o trabalho infantil, que, para mim, era um ponto essencial, em 95%. Comecei também a fazer um trabalho, trazendo o setor público, trazendo o juiz para dentro da escola, para conscientizar os familiares da importância de não haver esse tipo de situação. Então, foi um trabalho que impactou realmente toda aquela comunidade.

Agência Brasil: Como o projeto se tornou política pública em São Paulo?

Débora Garofalo: Eu aceitei o convite para ir para a Secretaria Estadual de Educação para tornar esse trabalho currículo do Estado de São Paulo e implementar para 5,4 mil escolas e 3,7 milhões de estudantes. Foi um desafio muito grande, porque eu não queria que os professores recolhessem o lixo nas ruas como eu, mas eu queria que eles trabalhassem com essa questão do material por entender o poder da criatividade, e a importância disso para o processo de ensino-aprendizagem.

Só que, estando ali no estado, a gente entendeu que dava para fazer muito mais coisas. Começamos a criar uma prática que chamamos de Expo Movimento Inova, que reuniu os estudantes de todo o estado. Ali, percebemos que o currículo precisava ter a cara dos estudantes, para que a rede tivesse esse pertencimento.

Criamos uma outra política pública integrada a isso, que é o Centro de Inovação da Educação Básica Paulista. Eram escolas ociosas, com grande risco de fechar por questões demográficas. Transformamos em centros de inovação, para que as crianças também tivessem um local onde elas pudessem pensar coisas diferentes, produzir os seus projetos. Em 2022, eu deixei o estado com 18 dessas unidades, mais uma carreta móvel que circulava pelo estado de São Paulo e um currículo de tecnologia e inovação que foi pioneiro, antes da BNCC [Base Nacional Comum Curricular] da Computação.

Então, eu fui para o Rio de Janeiro, porque eles criaram um projeto muito parecido, mas que faltava estruturar, que são GETs [Ginásios Educacionais Tecnológicos]. Fiquei dois anos e nós lançamos 300 escolas vocacionadas ao uso de tecnologia e inovação. Depois disso, eu comecei a apoiar, através de formação docente e de consultoria, outros estados e municípios.

Agência Brasil: E ainda veio uma surpresa do Global Teacher Prize este ano?

Débora Garofalo: Eu estava em casa bem quietinha este ano, porque para mim eu já atingi o meu máximo, sabe? Agora, é só continuar a trabalhar, continuar essa militância. Aí, eu recebi uma ligação de madrugada, em um sábado. A pessoa insistiu, 3h da manhã, e eu atendi. Eram os organizadores do prêmio, falando que eu tinha que ir para Dubai. Falei: “Não. Não vou. Não tem nada comprado, este ano não fui convidada”. Disseram: “A gente já comprou a passagem para você, você pega o avião agora uma hora da tarde. Você vai ter um reconhecimento”.

Quando cheguei lá e me deram a programação do prêmio, eu já imaginava. Eles fizeram um jantar muito bonito para reconhecer os professores. No final, começaram a falar do meu trabalho, veio uma luz na minha cabeça, todo mundo olhando para mim. Imagina um auditório, um jantar de 1 mil pessoas, e todo mundo olhando para você. Eles fizeram um júri internacional, era uma categoria nova, o Global Teacher Influencer. Então, eu estava sendo reconhecida pelo impacto do meu trabalho fora da sala de aula, por ter causado todo esse impacto como política pública, e eu fui a primeira a receber esse prêmio. Eu desabei.

Eu estava no mesmo lugar de 2019, mesmo hotel. Eu vou confessar para você que eu estava com a mesma roupa. Passou um filme na minha cabeça, sabe? Naquele momento, eu me senti muito feliz, porque eu não estava ali sozinha. Eu estava com todos os professores brasileiros, com todos os estudantes que diariamente lutam. 

Rio de Janeiro (RJ), 03/02/2026 – Professora Débora Garofalo ganha prêmio em Dubai.  Foto: Débora Garofalo/Arquivo pessoal

Professora Débora Garofalo ganha prêmio em Dubai. Foto: Débora Garofalo/Arquivo pessoal

Agência Brasil: Quais os obstáculos para que as escolas utilizem a tecnologia em favor da educação?

Débora Garofalo: Estamos num momento especial no nosso país, em que temos um documento norteador, que é a BNCC e agora a BNCC da Computação. Esse documento foi aprovado em 2022, nós estamos em 2026, com a obrigatoriedade de fazer este ano, e os professores não sabem como fazer. Por quê? Se a gente olha os dados, as secretarias não têm suporte técnico, não têm recursos, não têm infraestrutura, não têm equipe técnica, não têm como fazer formação. Temos que evoluir nesses quesitos.

Por outro lado, a tecnologia chega muito rápido na sala de aula. Esses meninos que estão nascendo, já nascem conectados. O que falta? Trazer esse aporte na educação para a gente falar de criticidade, de ética, de responsabilidade. Não dá mais para deixar a tecnologia do lado de fora da sala de aula, é impossível.

Para mim, só proibir celular na sala de aula é um tiro no pé. A gente proibiu o celular porque era muito mais fácil, mas isso não vai resolver o problema da educação. O que resolveria? Trazer uma educação midiática para dentro da sala de aula, ou seja, formar professores para isso e os professores poderem então formar os estudantes para essa concepção.

A tecnologia por si só não resolve o problema, porque ela precisa vir acompanhada de resoluções de problemas, de amabilidade. O estudante precisa passar por erro, por processo de frustração, e é isso que a educação 5.0 vai falar, que a gente precisa humanizar esse processo, trabalhar essas habilidades e competências socioemocionais.

Agência Brasil: O uso de tecnologia na escola não está necessariamente atrelado ao uso de telas em sala de aula, é isso?

Débora Garofalo: Eu queria desmistificar. Vou te dar exemplos práticos: São Paulo tem um tablet para cada estudante. Resolveu o problema da educação e melhorou os índices de aprendizagem? Não. Por quê? Porque isso não está atrelado à questão da intencionalidade pedagógica. A crítica que eu faço não é sobre a questão de ter ou não infraestrutura. Eu vou sempre brigar, até como gestora pública, para que a gente tenha infraestrutura. O ponto que eu quero chegar é a intencionalidade que vai chegar na ponta.

Muitas coisas você faz por atitude. Eu comecei a trabalhar com os meus estudantes, eu não tinha conhecimento, eu queria trabalhar programação, robótica, sem ter um kit específico. Onde eu encontrei a solução? No próprio problema que eles trouxeram. O lixo foi uma solução e abriu portas para que a gente pudesse trabalhar de maneira diferenciada. O que a gente precisa muitas vezes é olhar para o lado e entender que o simples funciona.

Agência Brasil: Você lançou o livro Robótica com Sucata – Uma aventura pela criatividade, pela editora Moderna. Como foi o processo de construção desse almanaque?

Débora Garofalo: O livro foi uma grande alegria, porque muitos professores perguntavam: “como eu aplico o seu projeto em sala de aula?” A ideia foi criar um livro muito “mão na massa”, mas que trouxesse também a questão da leitura e da literatura, para que o estudante pudesse percorrer momentos da história [da ciência].

O livro é uma forma de democratizar um pouco mais esse acesso para meninos e meninas, e entender que eles podem transformar um copo, por exemplo, em um abajur. Essa é a proposta, [mostrar] que a criança pode desmontar um brinquedo e utilizar as peças para criar um robô.

A gente passou muito tempo com uma educação tradicional passiva. E a gente sabe que a aprendizagem, para ser efetiva, ela precisa ser ativa. Para isso, o estudante tem que errar, tem que idealizar, tem que construir, tem que testar, tem que colaborar. Por isso, é tão importante uma educação mão na massa.

O livro traz várias reflexões de como pegar os problemas e transformar em soluções. Deu tão certo, que a gente lançou o primeiro livro Robótica com Sucata e foi um sucesso. Saiu o segundo livro e, vou dar um spoiler, no segundo semestre chega o terceiro.

  • Facebook
  • Twitter
  • Pinterest
  • LinkedIn
  • WhatsApp
PND 2026: professores podem se inscrever a partir de segunda-feira
Escolas têm até 8 de setembro para escolher livros didáticos para 2027
Educação política passa a integrar currículo escolar brasileiro
Em greve, servidores da Uerj apresentam demanda ao governo do RJ
Taxa da Prova Nacional Docente (PND) deve ser paga nesta terça-feira
Compartilhar
O que você acha?
Amor0
Triste0
Feliz0
Com sono0
Nervoso0
Morto0
Piscar0
artigo anterior anvisa-mantem-suspensao-de-lotes-de-produtos-ype Anvisa mantém suspensão de lotes de produtos Ypê
Próximo artigo copom-avalia-indicadores-economicos-e-decide-sobre-selic Copom avalia indicadores econômicos e decide sobre Selic

Últimas notícias

brasil-tem-2-milhoes-de-pessoas-que-trabalham-por-meio-de-aplicativos
Brasil tem 2 milhões de pessoas que trabalham por meio de aplicativos
Economia
4 de setembro de 2026
caixa-passa-a-oferecer-modalidade-de-pix-parcelado
Caixa passa a oferecer modalidade de Pix parcelado
Economia
4 de setembro de 2026
bc-proibe-publicidade-em-comprovantes-do-pix-a-partir-de-marco-de-2027
BC proíbe publicidade em comprovantes do Pix a partir de março de 2027
Economia
4 de setembro de 2026
ue-suspende-carnes-do-brasil;-entenda-impacto-e-proximos-passos
UE suspende carnes do Brasil; entenda impacto e próximos passos
Economia
4 de setembro de 2026
Enquanto isso em UruaçuEnquanto isso em Uruaçu
Siga-nos
Enquanto isso Em Uruaçu 2026 Todos os Direitos Reservados
Bem vindo de volta!

Faça login em sua conta

Username or Email Address
Password

Perdeu sua senha?